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Servidores protestam na Aleam por reajuste e direitos trabalhistas

Profissionais da saúde e educação cobraram data-base, concursos públicos e melhores condições de trabalho.
Servidores da saúde e da educação realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (4), em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), horas antes da eleição indireta para governador do estado. O ato reuniu representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e integrantes do movimento “Todos pela Saúde”, que cobraram do poder público reajuste salarial, abertura de diálogo e melhorias nas condições de trabalho.

A professora Ana Cristina, representante do Sinteam, afirmou que a principal reivindicação da categoria é o pagamento da data-base, prevista em lei para ocorrer em março de cada ano. Segundo ela, os trabalhadores acumulam perdas salariais devido à ausência de reposição inflacionária nos últimos anos.

“Existe uma lei que determina que no dia 1º de março devemos receber a inflação acumulada dos últimos 12 meses. Infelizmente, nos últimos oito anos isso não aconteceu”, declarou.

Ana Cristina também criticou a falta de negociação entre o governo estadual e os servidores públicos. De acordo com ela, os trabalhadores só conseguem avanços após greves e grandes manifestações.

“A principal obrigação de qualquer governo é cumprir a lei. Os trabalhadores precisam de uma mesa de negociação aberta para tratar dos avanços que as categorias necessitam”, afirmou.

Além da educação, profissionais da saúde também participaram do protesto. O enfermeiro e socorrista do Samu, Denison Vilar, representante do movimento “Todos pela Saúde”, criticou a condução da Aleam durante o processo eleitoral e afirmou que categorias essenciais enfrentam precarização e falta de valorização.

Denison também fez críticas ao fechamento da Assembleia durante a eleição indireta e cobrou concursos públicos para a área da saúde.

“Estamos falando de pautas da saúde, da segurança e da educação, que não são favores, mas direitos previstos em lei. A saúde vive um processo de precarização e terceirização, enquanto empresários lucram sobre o suor do trabalhador”, disse.

O representante do movimento ainda afirmou que parte das entidades sindicais não participou da mobilização e acusou lideranças de se omitirem diante das demandas da categoria.

Durante o protesto, os manifestantes pediram que o próximo governador abra canais permanentes de diálogo com os servidores estaduais e cumpra direitos trabalhistas previstos na legislação.

Com informações de AM1

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