Candidato afirma que atividade pode gerar empregos e movimentar a economia do interior nordestino, com regras para proteção dos animais
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) defendeu nesta quinta-feira (20) a valorização e a profissionalização da vaquejada como atividade econômica. Durante passagem pelo Nordeste, ele afirmou que, se eleito, pretende criar mecanismos específicos de incentivo ao setor.
Segundo Renan, a vaquejada ainda enfrenta resistência e disputas sobre sua realização, incluindo questionamentos judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o candidato, a atividade tem potencial econômico semelhante ao dos grandes circuitos de rodeio e poderia movimentar bilhões de reais, sobretudo nos municípios do interior nordestino.
“É uma cultura que pode representar bilhões em faturamento, tal qual a cultura do rodeio, mas que não consegue se profissionalizar”, afirmou.
Renan também defendeu regras para garantir o bem-estar dos animais utilizados nas competições. Ele argumentou que cavalos e bois recebem cuidados dos participantes e que medidas de proteção podem ser adotadas sem comprometer a continuidade da tradição.
“O cavalo é bem tratado, o boi é bem cuidado, regras podem ser estabelecidas para que isso funcione da melhor maneira possível. O que a gente não pode permitir é que essa cultura seja destruída”, declarou.
Na avaliação do candidato, a vaquejada também pode estimular atividades econômicas no interior, com impacto sobre turismo, comércio, criação de animais e transporte.
“Meu governo vai defender a cultura da vaquejada, vai defender a cultura do sertão, porque entende que isso aqui é parte do desenvolvimento do Nordeste e da própria autoestima do Nordeste e dos sertões que nós temos pelo Brasil”, disse.
Renan ainda criticou a concentração de políticas de incentivo cultural em produções e iniciativas dos grandes centros urbanos e regiões litorâneas. Ele afirmou que pretende criar uma legislação específica para fomentar a vaquejada.
“Políticas de incentivo cultural não podem ficar restritas apenas a certos filmes ou iniciativas que acontecem no litoral. O campo, o sertão merecem isso e haverá lei de incentivo focada na vaquejada”, concluiu.