Com Roberto Cidade no governo, deputados afirmam que não há prazo nem pressa para escolha da presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas.
Com a escolha e posse do deputado Roberto Cidade (União Brasil) como governador, por meio da eleição indireta, como prevê a Constituição estadual, parlamentares agora lidam com os desdobramentos administrativos e políticos da mudança, entre eles a futura eleição da nova Mesa Diretora da Casa.
O comando do Legislativo passou interinamente ao deputado Adjuto Afonso (União Brasil), que assumiu a presidência provisória em abril, após a renúncia do ex-governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, que deixaram os cargos para disputar as eleições deste ano. Apesar da mudança no topo da Casa, a definição da nova Mesa Diretora segue sem prazo.
Em declaração a imprensa, a deputada Alessandra Campêlo (PSD), que também ocupa a função de secretária-geral da Aleam, afirmou que o tema ainda não entrou na pauta prioritária dos parlamentares. Segundo ela, o momento é de transição e reorganização interna.
“A gente ainda não conversou sobre a eleição da mesa, a eleição, no caso da presidência”, disse Alessandra Campêlo, ao indicar que o assunto deverá ser tratado em um segundo momento, após a acomodação institucional decorrente da mudança no Executivo.
A parlamentar ressaltou ainda que o regimento interno da Assembleia não estabelece prazo para a realização da eleição da presidência, o que contribui para um ambiente sem urgência.
Durante coletiva após a eleição indireta para o governo, o presidente interino Adjuto Afonso também confirmou que não há data definida para o pleito interno. Questionado sobre uma eventual candidatura, ele sinalizou disposição para entrar na disputa pela presidência da Casa.
Já na sessão plenária desta terça-feira (5), o deputado Sinésio Campos (PT) afirmou que não pretende disputar a presidência da Aleam. Na mesma ocasião, indicou que é “muito provável” a entrada do deputado Rozenha (PSD) na corrida pelo comando do Legislativo, o que pode começar a desenhar o cenário da futura eleição interna.
O cenário na Aleam é de reorganização política após a mudança no comando do governo. Os deputados devem articular uma recomposição interna, buscando manter estabilidade e evitar disputas acirradas neste momento. A tendência, segundo integrantes da Casa, é que a escolha da nova Mesa Diretora ocorra por consenso, embora já surjam possíveis candidaturas.
A eleição indireta é um procedimento pouco comum, utilizado em situações excepcionais, como a renúncia simultânea do governador e do vice. Nesse contexto, o Legislativo assume papel decisivo ao garantir a continuidade administrativa do estado.
Enquanto isso, o novo governo começa a se estruturar. Roberto Cidade terá como desafio formar base política e conduzir a gestão em um ano eleitoral. Paralelamente, a Aleam segue em processo de definição de sua própria liderança, etapa considerada importante para assegurar o alinhamento e o funcionamento institucional nos próximos meses.