Defensor de ex-assessor de Jair Bolsonaro diz que cliente foi preso por ‘medida de vingança’ do ministro Moraes
A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de prender preventivamente Filipe Martins, nesta sexta-feira (2), foi considerada uma oficialização de sua condição de “preso político” por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A conclusão é do advogado Jeffrey Chiquini, que atua na defesa do ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Martins foi preso por ter sido acusado de descumprir medida cautelar que o proibia de usar as redes sociais. Sua defesa alegou que o acesso registrado no LinkedIn foi feito por seus advogados que passaram a administrar suas redes sociais. E Chiquini conclui que seu cliente condenado por crimes na “trama golpista” foi preso por ser Felipe Martins, porque a ordem de prisão não teria motivo.
“Fato é que hoje Alexandre de Moraes colocou em prática aquilo que ele deseja desde 2019. Felipe Martins é oficialmente um preso político, mais um perseguido por esse regime autoritário que se instalou no Brasil. Mas não vamos jogar a toalha, vamos continuar lutando, lutando por justiça e por liberdade”, foi a conclusão do advogado, exposta na plataforma X.
O ex-assessor da Presidência da República cumpria prisão domiciliar desde o último sábado (27), em decorrência de fugas de outros condenados pela “trama golpista”, após as eleições de 2022. Ele foi notificado na terça-feira (30) para explicar se teria acessado a rede social LinkedIn e sua defesa negou o uso diretamente pelo condenado.