A Câmara Municipal de Manaus (CMM) deu mais um triste exemplo de corporativismo político. Nesta terça-feira (4), os vereadores rejeitaram o requerimento que cobrava o andamento do pedido de cassação do mandato de Rosinaldo Bual (AGIR), preso há mais de um mês na Operação Face Oculta, acusado de participar de um esquema de rachadinha.
Com 21 votos contra, 11 a favor e 8 ausências, a maioria da base do prefeito David Almeida (Avante) barrou o pedido demonstrando que, quando se trata de proteger aliados, o rigor desaparece.
O autor do requerimento, vereador Rodrigo Guedes (PP), lembrou que o Regimento Interno da Casa obriga a votação imediata do pedido de cassação, mas até agora o processo permanece engavetado. Em protesto, Guedes levou uma pizza ao plenário, simbolizando o que muitos já chamam de mais um caso que “acabará em pizza”.
Enquanto isso, o vereador Rosinaldo Bual segue afastado por determinação judicial, após a polícia encontrar R$ 390 mil em dinheiro e cheques que somam meio milhão de reais em sua residência. Mesmo assim, a Câmara prefere o silêncio conveniente à transparência que o povo de Manaus espera.
Mais uma vez, a política manauara mostra que a impunidade ainda encontra abrigo dentro do plenário.