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Câmara reage a Lula e aprova moção de repúdio após ataque ao Congresso: “ofender o Parlamento é ofender o povo”

A paciência chegou ao limite em Brasília. Após as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o Congresso Nacional “nunca teve tanto baixo nível”, os deputados federais aprovaram nesta terça-feira (21) uma Moção de Repúdio às palavras do petista.

A proposta partiu do deputado Evair de Melo (PP-ES), que considerou o discurso de Lula um “ataque direto à democracia e ao voto popular”. Segundo ele, quando o chefe do Executivo agride o Parlamento, está, na verdade, desrespeitando o próprio povo que o elegeu.

“Quando o presidente ataca o Congresso, ele ataca o povo brasileiro. Aqui estão os legítimos representantes de cada cidadão. O que Lula fez foi um desrespeito às instituições e à harmonia entre os Poderes”, afirmou Evair.

O documento, aprovado pelo plenário, chama as palavras do presidente de “agressão inaceitável ao Poder Legislativo” e “desprezo à vontade soberana do povo”. A moção reafirma que o Congresso é o templo da soberania popular, e que nenhum governante tem o direito de menosprezar a casa onde estão os representantes de milhões de brasileiros.

“Ofender o Congresso é ofender o próprio povo. É negar o diálogo e desprezar o pacto que sustenta a democracia”, destaca o texto.

Lula fez o comentário durante um evento no Rio de Janeiro, com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-AL) — o que deixou o clima político ainda mais tenso. A reação no Parlamento foi imediata e uniu parlamentares de diferentes partidos, cansados da retórica agressiva do presidente contra quem pensa diferente.

Evair de Melo foi direto:

“O líder que escolhe o insulto em vez da concórdia abdica da inteligência que o cargo exige. O Brasil precisa de serenidade, não de ataques gratuitos.”

A moção tem caráter simbólico, mas o gesto político fala alto: é um recado do Legislativo de que não aceitará ser desmoralizado. A tensão entre os Poderes cresce, e o episódio marca mais um capítulo na disputa entre um Executivo centralizador e um Parlamento que tenta reafirmar seu papel constitucional.

No fim, a mensagem da Câmara é clara: “basta de ataques às instituições.” O respeito entre os Poderes é base da democracia — e quando um presidente prefere o confronto à harmonia, quem perde é o país.

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