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Governo Wilson Lima deve mais de R$ 132 milhões e fala em “ajuste fiscal” austeridade seletiva marca gestão estadual

 
 
Enquanto o governador Wilson Lima (União Brasil) restringe gastos com um novo decreto de “limitação de empenhos”, o próprio governo acumula uma fila de pagamentos atrasados que ultrapassa R$ 132 milhões. É o famoso discurso de austeridade que só vale para os outros — porque, na prática, o Estado segue devendo e paralisando setores essenciais.
 
Os dados são oficiais e vêm da Secretaria de Fazenda (Sefaz-AM): só a Educação deve R$ 48,7 milhões, o que faz da Seduc a campeã de inadimplência. E ironia das ironias  é a mesma secretaria que colocou o Amazonas no último lugar do Enem 2025, o que já motivou uma inspeção do Tribunal de Contas do Estado. Bilhões gastos, desempenho vergonhoso e agora dívidas milionárias: um retrato de uma política educacional que finge investir, mas não paga a conta.
 
A fila de débitos segue com números que expõem a gravidade do descontrole:
•Defesa Civil: R$ 10,15 milhões
•Fundo Estadual de Habitação (FEH): R$ 10,33 milhões
•UGPE (Projetos Especiais): R$ 9,98 milhões
•SSP-AM: R$ 8,39 milhões
•UEA: R$ 6,03 milhões
•Saúde: R$ 4,07 milhões
•Detran-AM: R$ 3,76 milhões
•Seinfra: R$ 3,03 milhões
 
São dívidas que atingem justamente áreas básicas  Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura, enquanto contratos de publicidade e eventos continuam com ritmo de pagamento de fazer inveja a qualquer fornecedor.
 
O governo alega “ajuste fiscal”, mas o que se vê é um Estado travado, endividado e seletivo nas prioridades. A limitação de empenhos impede novas políticas públicas, mas não resolve o passado de má gestão. É o tipo de contenção que atinge escolas, hospitais e obras, mas nunca atinge as pastas que garantem visibilidade política ou alianças eleitorais.
 
No papel, o discurso é de responsabilidade. Na prática, o que existe é falta de planejamento, falta de transparência e uma máquina pública sufocada pela própria incompetência.
 
Enquanto o governo fala em equilíbrio, fornecedores esperam, escolas carecem e hospitais se viram com o mínimo. A conta da austeridade, como sempre, não chega para quem governa  chega para quem depende do serviço público.
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