OAB nacional barra candidaturas de Grace Benayon e Flávio Antony, suspende eleição e sofre críticas no Amazonas.
A decisão do conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de suspender a eleição da lista do quinto constitucional para o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), marcada para esta sexta-feira (19 de dezembro), abriu uma crise dentro da advocacia amazonense.
Dois nomes ficaram no centro da polêmica: a advogada Grace Anny Benayon e o advogado Flávio Antony Filho, atual secretário do governo Wilson Lima.
Ambos tiveram suas candidaturas rejeitadas antes da votação, o que levou à suspensão de todo o processo e ampliou as críticas sobre viés político e machismo na escolha da vaga.
O quinto constitucional
O quinto constitucional é uma regra da Constituição que reserva parte das vagas nos tribunais para advogados e membros do Ministério Público. No presente caso no Amazonas, a disputa é por uma vaga de desembargador do TJ-AM que pertence a membro da entidade dos advogados.
Funciona assim: a OAB escolhe seis nomes (lista sêxtupla), o tribunal reduz para três e o governador faz a nomeação final.
Por isso, a eleição dentro da OAB é vista como uma etapa decisiva e muito disputada.
Recurso de última hora
No caso de Grace Benayon, o recurso que questiona sua candidatura foi publicado apenas na véspera da eleição.
Mesmo com o prazo de defesa ainda aberto e com decisão da seccional da OAB no Amazonas para manter a votação, o conselho federal interveio e suspendeu todo o processo.
Grace afirma que já havia passado pelo mesmo crivo em eleições anteriores, sempre com a mesma documentação e histórico profissional.
“Nada justifica suspender a eleição. Isso já aconteceu em outras oportunidades. A votação poderia ocorrer normalmente e ser analisada depois. Está tudo pronto para a eleição”, afirmou.