Prefeito afirma que segue comprometido com alianças atuais, mas alerta que ataques e movimentações contra seu nome podem redefinir o cenário eleitoral no Amazonas.
O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou durante o “Bate-papo com o prefeito” que está sendo alvo de um cerco político e judicial articulado por adversários que tentam “inviabilizar” seu nome em 2026, apesar de ele afirmar reiteradamente que não será candidato ao governo do Estado.
Com tom firme, David reforçou que não negocia apoio político em troca de blindagem, mas que também não aceitará ataques orquestrados. Segundo ele, parte das investidas tem origem em parlamentares que estariam “teleguiados” por interesses externos. “Se eu perceber que o cerco continua se fechando, eu posso mudar meu apoio”, declarou.
O prefeito reiterou que suas contas do governo-tampão de 2017 estão aprovadas, e que não há qualquer risco jurídico: “Eu só seria inelegível se houvesse dolo comprovado. Não há”.
Ele reforçou que mantém sua aliança com o senador Omar Aziz, mas deixou claro que a posição pode mudar caso haja indícios de participação em ataques contra sua gestão. “Eu tenho mais de uma opção. Se eu me sentir ameaçado, mudo de rumo”, afirmou.
David também destacou que, ao contrário dos que insinuam sua pré-candidatura, ele evita qualquer gesto que possa ser interpretado como campanha: deixou de correr na Ponte Rio Negro, evitou viagens políticas e não tem buscado apoio partidário. “Quem quer ser candidato faz isso. Eu não”.
Sobre a força do seu grupo político, David lembrou que qualquer candidato ao governo do Amazonas dependerá do apoio da estrutura de Manaus, reforçando a relevância eleitoral da capital: “Ninguém que vai ser eleito neste estado pode prescindir do apoio da nossa estrutura”.
Com a definição das filiações marcada para março, o prefeito afirmou que esse será o momento em que “muita coisa ficará clara”, tanto para aliados quanto para opositores.