O colapso do aterro sanitário de Manaus já não é mais uma possibilidade futura: está acontecendo agora. A engenheira florestal e conselheira estadual de resíduos sólidos, Fabiana Rocha, alertou que a estrutura opera muito acima da capacidade projetada e representa um risco ambiental grave para a capital.
Segundo Fabiana, o aterro já ultrapassou 160 metros de altura, quando o limite máximo previsto era 100 metros.
“Os prazos são sempre empurrados para frente. O aterro já estourou todos os limites.”
Risco de instabilidade, gases e colapso estrutural
Fabiana explica que a altura excessiva torna o solo mais instável, aumenta a emissão de gases e eleva o risco de acidentes, deslizamentos e até colapso da estrutura. Para ela, o quadro revela falta de planejamento, ausência de fiscalização e descaso histórico do poder público.
Falta de transparência agrava o problema
A engenheira denuncia que não existe clareza sobre o que entra no aterro, o que impossibilita qualquer controle técnico ou ambiental sobre o volume e o tipo de material depositado.
“O problema é gigante porque não sabemos nem o que entra ali.”
A ausência de dados confiáveis impede medidas corretivas e expõe Manaus a impactos que vão desde poluição do solo e da água até riscos à saúde da população.
“O aterro esgotou”
Fabiana é categórica ao afirmar que a situação não pode mais ser tratada como normalidade:
“Não dá mais para fingir que está tudo bem. O aterro esgotou. Já ultrapassou todos os limites físicos e administrativos.”
Manaus vive uma bomba-relógio ambiental