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Plínio é o único senador do AM a apoiar PEC que cria jornada por hora trabalhada

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) é o único do Amazonas a assinar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 12/2026, que propõe mudanças nas regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e cria a possibilidade de os trabalhadores optarem por um modelo flexível de jornada, baseado em horas trabalhadas. Apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), a proposta estabelece remuneração proporcional à carga horária cumprida.

Pela proposta, o trabalhador poderá escolher entre permanecer no regime tradicional previsto pela CLT ou aderir a um modelo flexível de jornada, no qual a remuneração será calculada de forma proporcional às horas efetivamente trabalhadas. Marinho também propõe que acordos individuais possam ser utilizados para definir jornadas e compensações de horário.

Outra sugestão incluída na PEC estabelece que direitos como férias, décimo terceiro salário, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e demais benefícios trabalhistas sejam calculados proporcionalmente à carga horária cumprida pelo trabalhador que optar pelo regime flexível.

A PEC 12/2026 foi protocolada no dia 28 de maio Senado, um dia após a Câmara dos Deputados aprovar, em dois turnos, a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial. O projeto de Rogério Marinho é uma alternativa à flexibilização da redução da jornada, baseada na livre escolha entre modelos de contratação.

Na justificativa da proposta, Marinho afirma que a medida busca ampliar a liberdade de escolha dos trabalhadores. “Esta proposta visa ampliar a liberdade e autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho e, consequentemente, na definição proporcional de sua remuneração”, alega.

Tamém argumenta a flexibilização permitirá ao empregado “decidir o modelo de jornada que melhor atenda às suas necessidades, conciliando sua vida pessoal com seu trabalho”. “A PEC, portanto, promove a liberdade de escolha e o poder de decisão para o trabalhador, permitindo que ele determine sua jornada e remuneração proporcional. Essa abordagem moderniza as relações de trabalho, respeitando a autonomia do trabalhador e proporcionando maior flexibilidade para adaptar-se a diferentes contextos e necessidades”, diz o senador em trecho do documento.

Após passar pela CCJ, a PEC ainda precisará ser aprovada em dois turnos pelo Senado e, posteriormente, pela Câmara dos Deputados para que possa ser promulgada como emenda à Constituição. A PEC recebeu o apoio de 40 senadores e atualmente aguarda análise na CCJ.

Confira os senadores que assinaram:

Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

Rogério Marinho (PL-RN)

Damares Alves (Republicanos-DF)

Eduardo Girão (Novo-CE)

Laércio Oliveira (PP-SE)

Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Marcos Rogério (PL-RO)

Hermes Klann (PL-SC)

Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Magno Malta (PL-ES)

Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

Wilder Morais (PL-GO)

Jaime Bagattoli (PL-RO)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Tereza Cristina (PP-MS)

Carlos Portinho (PL-RJ)

Dr. Hiran (PP-RR)

Eduardo Gomes (PL-TO)

Marcio Bittar (PL-AC)

Lucas Barreto (PSD-AP)

Sergio Moro (União Brasil-PR)

Romário (PL-RJ)

Angelo Coronel (Republicanos-BA)

Marcos do Val (Avante-ES)

Efraim Filho (União Brasil-PB)

Dra. Eudócia (PSDB-AL)

Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

Izalci Lucas (PL-DF)

Roberta Acioly (Republicanos-RR)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Cleitinho (Republicanos-MG)

Esperidião Amin (PP-SC)

Wellington Fagundes (PL-MT)

Jayme Campos (União Brasil-MT)

Nelsinho Trad (PSD-MS)

Carlos Viana (PSD-MG)

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