Municípios estratégicos vão receber portais de controle e bases multiagências para ampliar a vigilância ao longo da rodovia entre Amazonas e Rondônia.
O novo projeto de modernização e concessão da BR-319 deve impactar diretamente 18 municípios localizados na área de influência da rodovia entre Amazonas e Rondônia, segundo informações apresentadas pelo Governo Federal.
A BR-319 conecta Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e atravessa uma região formada por um mosaico territorial complexo, com áreas protegidas, terras indígenas e comunidades rurais distribuídas ao longo de seu trajeto.
No Amazonas, municípios como Iranduba, Careiro, Humaitá e Manicoré terão papel central na execução do novo modelo de gestão da rodovia. Em Humaitá, por exemplo, está prevista a instalação de uma sede multiagências em 2028, reunindo órgãos federais como Ibama, ICMBio, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, além da Funai, para reforço da fiscalização ambiental e da segurança pública.
Já em Careiro e Manicoré, estão previstos portais de fiscalização integrada até 2027, com o objetivo de ampliar o controle sobre atividades ilegais e fortalecer o monitoramento ambiental ao longo da estrada.
Iranduba, onde ocorreu o anúncio oficial no Estaleiro Juruá, também se destaca como ponto estratégico para investimentos em logística e infraestrutura. O município simboliza o início de uma nova fase de integração regional.
A área de influência da rodovia inclui cerca de 270 mil km² e é composta por aproximadamente 33% de Unidades de Conservação, 19% de Terras Indígenas, 30% de glebas públicas, 10% de assentamentos e apenas 8% de áreas privadas, o que reforça a complexidade do projeto.
O governo também prevê a criação de novas Unidades de Conservação e o reconhecimento de Terras Indígenas, além de ações de regularização fundiária e análise de registros ambientais.
No eixo de desenvolvimento, iniciativas de bioeconomia e concessões florestais devem ser ampliadas, com foco na geração de renda sustentável para comunidades locais.
Segundo o planejamento federal, o conjunto de ações busca conciliar desenvolvimento econômico, integração territorial e proteção ambiental em uma das regiões mais estratégicas da Amazônia.
Com informações de AM1