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Reajuste de R$ 18 no piso do professor em 2026 gera críticas e preocupa categoria

Aumento estimado é de apenas 0,37%, abaixo da inflação, e pode comprometer poder de compra dos docentes

O piso salarial dos professores da educação básica para 2026 deve ser reajustado em apenas R$ 18,10, conforme apuração preliminar. O aumento representa um índice de 0,37% sobre o valor atual de R$ 4.867,77, válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais. A previsão tem gerado críticas e insatisfação entre educadores e entidades da área.

O percentual estimado está muito abaixo da inflação projetada para 2025, de 4,4%, o que indica perda real no poder de compra da categoria. O cálculo do reajuste é baseado na Lei nº 11.738/2008, que utiliza os dados do Fundeb dos dois anos anteriores. Contudo, a metodologia vem sendo questionada por especialistas, por não oferecer previsibilidade e gerar variações expressivas, como os 33,2% registrados em 2022 e os 6,7% de 2025.

Sindicatos argumentam que a defasagem salarial compromete a valorização da carreira docente e afeta diretamente a qualidade da educação no país. O Ministério da Educação tem até 31 de janeiro de 2026 para oficializar o novo valor do piso. Até lá, estados e municípios aguardam a definição, já que o montante estabelecido influencia diretamente os orçamentos locais da educação.

Educadores acompanham o tema com apreensão, cobrando não apenas a reposição da inflação, mas também medidas que promovam ganhos reais e o reconhecimento do trabalho realizado diariamente nas escolas públicas de todo o Brasil.

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